
Expansão do Cacau na Amazônia Brasileira sem Desmatamento
Estudo revela que o cultivo de cacau na Amazônia Brasileira cresce em áreas já desmatadas, seguindo regras de sustentabilidade da UE.
Cacau em Crescimento na Amazônia
Enquanto os preços do cacau atingem recordes e agricultores da África Ocidental desmatam florestas nativas, um novo estudo indica que o cultivo dessa cultura na Amazônia Brasileira está seguindo uma trajetória diferente.
Expansão Sem Desmatamento
Segundo mapeamento realizado pela Embrapa, a área destinada ao cultivo de cacau no estado do Pará, o maior produtor do Brasil, aumentou em 33% entre 2022 e 2024, alcançando 116.436 hectares. Praticamente todo o cacau cultivado está localizado em pastagens antigas e terras já desmatadas, sendo que 96% das áreas mapeadas em Pará e 98% em Rondônia foram desmatadas antes de 2020.
Esse padrão de cultivo se alinha às normas de sustentabilidade da União Europeia, potencializando a posição do Brasil como exportador de cacau.
Mudanças nos Sistemas de Cultivo
O estudo também revela uma nova tendência na forma como o cacau é cultivado. Até o mapeamento de 2022, a Embrapa havia identificado que o cacau em Pará era cultivado em sistemas agroflorestais. Agora, quase dois terços das novas plantações são monoculturas a pleno sol, onde uma única cultura é semeada em grandes áreas, sem sombra. Embora esse método produza mais grãos por árvore, ele aumenta a vulnerabilidade a pragas e doenças, além de tornar os agricultores dependentes de uma única cultura.
Contexto e Importância
O mapeamento do cacau na Amazônia é parte do programa TerraClass, desenvolvido em colaboração com o INPE, que monitora o uso de terras desmatadas na Amazônia Brasileira. A liderança do especialista em sensoriamento remoto da Embrapa, Adriano Venturieri, destaca a importância desse estudo para a gestão sustentável das culturas na região.
Fonte original: Amazon mapping shows cacao expansion without deforestation in Brazil - Mongabay
Artigo traduzido e adaptado pela equipe Nutricao.net
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